Segundo poema de Setembro
Tens quase um poema escrito
numa página
que se abre na tua vida
— ou na tua morte
versos sem importância que te fizeram ágil
a sentir o que o mundo desde sempre te deu.
Mas mereceste-os ao menos
naquilo que diziam? Ou
fugiste pela estrada que conduz à montanha
ou procuraste o amor sabendo-o improvável
fonte? Ou alimentaste-te do sangue e da cobiça?
Tens quase um poema escrito
no espelho do teu sangue
e há uma criança lenta que te atravessa a tarde.
Mas a cegueira impede que vejas junto às sombras
o que uma luz demasiada ali escreveu para ti.
numa página
que se abre na tua vida
— ou na tua morte
versos sem importância que te fizeram ágil
a sentir o que o mundo desde sempre te deu.
Mas mereceste-os ao menos
naquilo que diziam? Ou
fugiste pela estrada que conduz à montanha
ou procuraste o amor sabendo-o improvável
fonte? Ou alimentaste-te do sangue e da cobiça?
Tens quase um poema escrito
no espelho do teu sangue
e há uma criança lenta que te atravessa a tarde.
Mas a cegueira impede que vejas junto às sombras
o que uma luz demasiada ali escreveu para ti.


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